O programa ontem foi ótimo, super engraçado. Ri demais! Alexandre lindo, simpático e ovacionado como sempre. E pra quem perdeu, reprisa hoje no Canal Multishow às 17h e amanhã às 14h!!
Alexandre Borges é homenageado em festival de teatro Ator, que vive Raul em “Caminho das Índias”, esteve em sua cidade natal, Santos
Alexandre Borges foi homenageado em sua cidade natal. O ator, que vive o personagem Raul em “Caminho das Índias”, esteve em Santos, no litoral de São Paulo, na noite desta sexta-feira (19), no Teatro Guarany. Ele foi grande destaque da abertura do XIII Festival de Cenas Teatrais (Fescete).
“É algo especial. É um festival que reúne atores e ideias. A classe teatral de Santos sempre foi muito forte e marcada por pessoas importantes, como Plínio Marcos. Foi um belo começo para mim e minha história em Santos se iniciou cedo”, contou o ator, de 43 anos, que começou a participar de espetáculos quando tinha 10 anos.
A mulher, Julia Lemmertz, não pôde acompanhá-lo, pois está em cartaz com a peça “Maria Stuart”, no Rio. Por outro lado, o pai do ator e importante personalidade teatral de Santos, Tanah Corrêa, ficou ao lado do filho. “Acabou se tornando uma dupla homenagem”.
O ator comentou sobre a própria infância, que sempre foi ligada a arte. “Eu lembro de várias roupas de teatro e meu primeiro curta metragem filmado em super-8 pelo meu pai“. Alexandre se sente feliz por retornar à terra onde nasceu. “A última vez que pude voltar para minha cidade foi em 2002, quando interpretei José Bonifácio em uma peça encenada no Centro de Santos”.
O trabalho na televisão, como o personagem Raul na trama das oito, rende alguns comentários que o ator ouve do público pela rua. “As pessoas sentem pena, mas sempre ouço: ‘Desiste. A Silvia não vai te querer‘”, relembra aos risos.
Sobre o futuro de Raul na novela, Alexandre adianta o que irá acontecer. “As coisas vão piorar para ele, que está sem a família e desgostoso da vida. Ele está sem nada, vai morar com Gopal (vivido por André Gonçalves), sem dinheiro nem para comer. Raul se envolverá em uma confusão e será demitido do emprego que irá arrumar na Índia”.
Apesar do amor que Raul sente por Silvia (interpretada por Debora Bloch), ele irá voltar, assumir seus erros e vai buscar pela filha (vivida por Vitória Frate), com quem ele encontrará a redenção, ressalta o ator. “As pessoas reconhecem o perfil de um homem, até onde ele pode chegar e como ele pode se perder na vida. A própria pessoa não vê essa possibilidade, mesmo com o alerta de pessoas próximas”, finaliza.
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Alexandre no Altas Horas amanhã (20)... não percam!!! Lembrando que o programa também vai ser reprisado no canal Multishow no domingo (21) às 17h e segunda (22) às 14h.
Ontem (12), Ligia Cortez estreou na peça ´Maria Stuart´ na primeira apresentação da temporada em Niterói. Ela está substituindo a Clarice Niskier no papel de Elizabeth I. Queria muito ver essa nova versão!! Assim que achar mais fotos eu coloco aqui.
Tô na correria esses dias mas eu tinha que dar uma passadinha aqui pra comentar as cenas do Raul no capítulo de ontem e de anteontem de ´Caminho das Índias´! Foi im-pa-gá-vel a cena da Ivone deixando o Raul algemado na cama. Minha reação era: Que horror!... Que vexame!... Que burro! ... Que engraçado! Ri muito e senti uma vergonha alheia colossal pelo personagem!! Normalmente quando eu vejo um personagem do Alê sofrendo, eu tenho mais pena que o restante da população, lógico, porque sou fã numero 1 dele e apesar de ali estar só o personagem, o rosto dele também tá, e pra mim é dificil separar uma coisa da outra totalmente... mas dessa vez foi diferente, talvez por causa das circunstâncias, já que dessa vez ele MERECEU. E mesmo depois daquilo tudo o Raul ainda pensou que a Ivone teria sido obrigada a fazer aquilo! Hilário! O Alexandre estava sensacional na cena!! Amei amei amei
Agora vamos ver como termina essa história né! Estou colocando aqui um video do ´Video Show´ de ontem onde o Alexandre fala sobre suas expectativas e opiniões sobre a história do Raul. E eu concordo com o que o Alexandre diz, espero que o Raul encare diferente da maneira como encarava os problemas de antes (que aliás não eram nada comparado com os de agora), aprenda e dê a volta por cima!!
Julia Lemmertz agradece presença de Wagner Moura em peça
Ator conferiu o espetáculo “Maria Stuart”, no Rio
Julia Lemmertz agradeceu Wagner Moura, ao final da apresentação de “Maria Stuart”, na noite desta quinta-feira (21), no Centro Cultural Banco do Brasil (CBB), no Rio. “Agradeço a todos e a, também, Wagner Moura, que foi meu irmão, meu filho e hoje é meu príncipe”, disse a atriz, que vive a rainha da Escócia na peça.
O ator declarou a admiração pela amiga: “Julinha é uma coisa extraordinária. Clarisse (Niskier) também é uma delícia. Ver as duas em cena é maravilhoso. Incrível. Fiquei muito em feliz em vir. Um privilégio. Ainda bem que consegui vir no penúltimo dia”.
Wagner disse que estará longe das novelas e se concentra em projetos no teatro, como a peça “Hamlet”, e no cinema. “Em agosto vou começar a filmar o longa ‘VIPs’ e, para isso, estou aprendendo a pilotar avião em um aeroporto de Jacarepaguá”. Em janeiro de 2010, o ator começará a gravar “Tropa de Elite 2”.
Déborah Evelyn, que interpreta a vilã Judith em "Caras & Bocas", também prestigiou o espetáculo de Julia e ficou muito tocada. “A peça é genial. Me emocionei”.
Sobre a temporada no Rio, Julia definiu como maravilhosa. “Sinto-me muito em casa falando com um publico popular, que prestigia o espetáculo e troca figurinhas”, afirmou referindo-se aos espectadores do CCBB. Ela se prepara para apresentações em Porto Alegre e em Niterói. O roteiro conta com três horas de espetáculo e 20 minutos de intervalo. Julia contracena com Clarisse, que interpreta a rainha da Inglaterra, e elenco.
A atriz, que também está na TV com a série “Tudo Novo de Novo”, relata a vida corrida: “Segunda a quinta gravo e de quinta a domingo estou com a peça”. Antes de ir embora, foi perguntada sobre como está a relação com o filho, em função da agenda apertada. “O Miguel está me esperando em casa para eu contar uma historia para ele dormir”.
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Porto Alegre - Júlia Lemmertz, no papel título, e Clarice Niskier como Elizabeth, são as protagonistas de Maria Stuart, clássico de Schiller dirigido pelo gaúcho Antônio Gilberto. A peça, atualmente em turnê pelo Brasil, estará em curtíssima temporada no Theatro São Pedro, dias 29, 30 e 31 de maio.
Idealizado pelo trio Gilberto, Lemmertz e Niskier, o espetáculo se utiliza da excelente tradução de Manuel Bandeira para o texto de Schiller e coloca em cena o histórico conflito entre as rainhas primas e rivais Elisabeth, da Inglaterra, e Mary Stuart, da Escócia. A motivação do diretor Antonio Gilberto para trazer ao público brasileiro deste início de século XXI a tragédia de Schiller escrita em 1800 é sua atualidade. “Por falar de sentimentos e conflitos tão comuns a nós seres humanos, essa obra de Schiller é um clássico. Por ser um clássico será sempre oportuna e interessante uma nova montagem de Maria Stuart”, afirma o diretor.
A encenação de Antonio Gilberto concentra seu foco na relação humana das duas rainhas e dos personagens que giram em torno delas, sem, portanto, julgar a “luta” entre essas duas mulheres, mas sim apresentar os conflitos presente nesta relação e que culminaram com a morte de Mary Stuart. No elenco estão grandes nomes do teatro brasileiro, além das atrizes principais: Mário Borges, André Correa, Henrique Cesar, Clemente Viscaino, Amélia Bittencourt, Pedro Osório, Renato Linhares, Maurício Souza Lima, Silvio Kavinski, Thiago Hausen, Maurício Silveira, Guilherme Bernardy e Ednei Giovenazzi em participação especial.
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E aqui vai o resto das informações:
Onde: Theatro São Pedro
Praça Mal. Deodoro, s/nº
Telefone: 51-3227 5300
Datas e Horários: 29 a 31 de Maio (Sex e Sáb 20h, Dom 18h)
E um aviso pro pessoal que tá interessado em assistir a peça: Pra saber a agenda do espetáculo fiquem de olho no menu rolante vermelho à esquerda pois de agora pra frente vou colocar as informações apenas nele, já que é mais pratico olhar apenas ali do que ficar procurando nos posts, certo? Depois de Porto Alegre a peça segue para Niterói-RJ e em breve Belo Horizonte e São Paulo. Vou avisar sempre com antecedência à medida que as informações chegarem até mim.
Casado há 15 anos com a atriz Julia Lemmertz, o ator revela que é do tipo romântico. Prepara surpresas e faz jantarzinho para esperar a mulher
Casado há 15 anos com a atriz Julia Lemmertz, 46 anos, Alexandre Borges, 43, não acredita em vida perfeita, muito menos em casamento perfeito. ''Às vezes, acontece de a gente ter uma discussão. Isso não significa que vamos nos separar. Enquanto houver amor, vamos continuar juntos'', afirma. Sem fazer do romantismo uma bandeira, ele dá uma pista sobre os motivos que fazem sua relação duradoura. ''Em 2008, fizemos nossa primeira viagem de lua-de-mel. Reservei tudo e não contei para onde iríamos. Chegando ao aeroporto, comprei um anel para ela e enrolei a passagem nele. Fomos para Amsterdã, Veneza e Paris'', conta o ator, que é pai de Miguel, 9, fruto de sua união com Julia. E Alexandre não reserva esses gestos apenas para momentos especiais. Ele os espalha pelo seu dia-a-dia, como demonstra ao contar que sempre espera a mulher chegar com um jantarzinho preparado por ele mesmo. Em um passeio pelo Instituto Oi Futuro, um centro cultural no Rio de Janeiro, o ator, que está no ar como o Raul da novela Caminho das Índias (Globo), falou a Contigo! sobre sua maneira descomplicada de ver a vida.
Você e Julia estão casados há 15 anos. O tempo consome o casamento? A gente se ama e, enquanto houver esse amor, ficaremos juntos. Nós não fugimos da rotina, procuramos ter uma. Somos diferentes. Jantamos todos em casa, na mesa, para conversarmos e saber como foi o dia um do outro. Nossa válvula de escape é o cotidiano. Vamos fazer 16 anos em junho e, em 2008, fizemos a primeira viagem de lua-de-mel. Ficamos 20 dias. Como estávamos precisando disso! Não é pensar: estou casado e o casamento é tudo! Isso reduz a vida da pessoa. É importante em seu dia-a-dia você separar tempo para a mulher, a caminhada, a leitura...
Mas vocês discutem a relação? Já passaram por crises? A mulher tem tendência a esticar um pouco e o homem é mais prático. Acabou, vamos em frente. Discutir a relação não é só conversar sobre coisas ruins, também tem a parte boa. Por exemplo, vamos trocar o carro... Prefiro essa discussão. Mas é impossível ter um casamento perfeito. Sempre assumi e não tenho problema em falar isso. Acho injusto com a gente! Acontece de termos uma discussão ou alguém vê a gente brigando. Isso não significa que vamos nos separar ou que estamos em crise. Senão prefiro largar a carreira e ser anônimo ao lado da minha mulher para cuidarmos da nossa vida. Não temos obrigação de mostrar às pessoas que somos perfeitos ou um casal-modelo. Costumo dizer: se tiver de brigar, discutir, faça! Seja com mulher, pai, amigo. Do contrário, a vida não teria sentido.
Sexo e companheirismo andam juntos? Sim. Em determinados momentos, você precisa ser amigo e, em outros, amante. Marido e mulher são isso mesmo. Assumimos formas e necessidades constantes. Às vezes, quero que a Julia seja minha colega de trabalho. Em outros momentos, quero que ela me seduza, seja a mulher fatal e amante. É um equilíbrio da relação. Fazemos o possível para estarmos juntos. Atualmente, ela sai às 9h e volta à meia-noite por causa da peça Maria Stuart (em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro). Chego mais cedo do que ela e preparo um jantarzinho. Isso é um casamento moderno e é importante para a mulher ter independência. Afinal, ela tem de ser mãe, mulher, trabalhadora. É muito cobrada.
O Raul, seu personagem na novela, abandonou a família por uma aventura. Você seria capaz disso? Jamais abandonaria minha família, mas aproveitar a vida não tem idade. Aos 40, a pessoa pode ter vontade de jogar tudo para o alto. Às vezes, ela não vê mais graça no casamento, no trabalho. O Raul representa o homem moderno, o empresário que pensa em negócios 24 horas, briga com o irmão, precisa pagar a cobertura em que vive... Acho legal, no máximo, tirar férias sozinho, viajar. Sou de Peixes e estou sempre me deslocando. Viagem renova qualquer coisa.
Bateu alguma crise depois dos 40? É o ciclo da vida. Você tem filho e o vê crescendo. Por outro lado, quem o criou envelhece e morre. Fui pai aos 34, então, até os 40, era uma fase nova na minha vida. Miguel veio para me mostrar que a vida está ali. Crise não é uma palavra negativa. Crise é legal. É da crise que você renasce. Se tudo fosse perfeito, você não teria um recomeço. Tenho de estar pronto para isso. Não há frescura. É encarar e viver a vida. Às vezes, você acha que só esta acontecendo com você. Mas eu garanto: mais para baixo não vai. Você bate e volta. É o bonito da vida.
Ainda fica nervoso quando começa um novo trabalho? Tenho frio na barriga na estreia da novela. Tento ter pouquíssimas expectativas. Quero saber o agora. Estou à margem do rio. O meu prazer é muito maior do que minha autocrítica. Ligo para minha mãe (Rosa, 69) e pergunto se ela gostou: ''Você acha que exagerei na cena? Ficou muito triste?'' Ela é sincera e fala tudo.
Você está mais magro. Teve de emagrecer para interpretar o Raul? Estou pesando 80 quilos e tenho 1,82 metro de altura. Medi quando fui pegar o caixão do Raul (na novela, o personagem trama a própria morte). Acho que vim no embalo da minissérie Amazônia (exibida pela Globo em 2007) em que fazia um guerrilheiro, que teve malária. Para minha saúde é melhor assim, mas ninguém me pediu para engordar ou emagrecer. O Raul pode se dar ao luxo de ter um corpo neutro. Considero-me vaidoso, mas metrossexual não pega bem no Brasil (risos). Aqui é um país tropical, nós somos praia. É um bronze, um hidratante, uma limpeza de pele... Quando me olho no espelho quero estar bem. É o nosso inconsciente, nos enfeitamos para os outros.
O Raul não soube administrar a crise no casamento e procurou conforto numa relação extraconjugal. Você sempre foi fiel ou já caiu em armadilhas? Nunca conheci nenhuma mulher como a Yvone (par dele na novela e personagem de Letícia Sabatella). Sempre fui um cara muito fiel, porém já aconteceu de estar namorando e aquela relação estar mal das pernas. Aí você conhece outra pessoa e tem aquela transição, a semana que embola as duas. Uma coisa eu digo: nunca fui de namorar uma, deixar em casa e sair com outra. Não porque acho errado, mas não tinha vontade. Minha vida inteira tive três relacionamentos sérios. A Julia é o quarto. Começamos a namorar em 1993 e já passamos a morar juntos. Gosto de ter uma relação e a fidelidade é importante de ambos os lados.
Como é sua relação com o Miguel? Procuro estar perto na medida do possível. Conciliando as gravações, dá para almoçar ou jantar com ele. Eu e Julia também fazemos caratê em família há um ano (há três, o ator é praticante dessa modalidade). Acho importante os primeiros 12 anos (de vida). É a iniciação da vida. Nós conversamos sobre tudo com o Miguel. Ele solta cada pérola. Pego-me pensando: ''Meu Deus, o que vou responder?'' Falamos de meninas, eu dou toques, ensino o que é certo. São nos pequenos detalhes que a criação vai ganhando sabor. O Miguel é muito bem-humorado. Ele vê algumas cenas pesadas do Raul e fala: ''Pai, esse cara é meio maluco!''
----------------------------------------------------------------Contigo!
O Alexandre faz uma participação nesse filme que é dirigido por Pompew Aguiar e tem ainda no elenco Dedina Bernardelli e Priscilla Rozenbaum. O filme conta a história de amor entre Anna e José, ao mesmo tempo em que aborda as interseções entre violência urbana e criação artística, natureza e civilização, guerra e paz, vida e morte, abandono e união, mostrando que, ao final do nosso caminho, continuamos nos deparando com o mistério, o vazio e a transcendência. Parece ser bem interessante! O trailer:
Rio - Muita gente pensa que Júlia Lemmertz vive um casamento de sonho com o ator Alexandre Borges. Mas ela garante que é um casamento real. A atriz fala que o exercício de renovar uma relação duradoura nem sempre é fácil e conta que se angustia ao se dividir nos papéis de profissional, mulher e mãe de Luiza, de 21 anos, e Miguel, de 9. Júlia fala ainda da repercussão de sua personagem Clara no seriado ‘Tudo Novo de Novo’: uma mulher que, assim como a atriz, batalha para ser feliz em todos os setores da vida e tem levado o público feminino a refletir sobre a vida.
O DIA — Em ‘Tudo Novo de Novo’, Clara se divide entre o trabalho, os filhos e a busca pela felicidade no amor. Na vida real, você também assume mil papéis. É casada com Alexandre Borges, tem dois filhos, grava e ainda está em cartaz com a peça ‘Maria Stuart’. Há muitos pontos em comum entre você e a personagem?
Júlia — Eu brinco que até a obra que a Clara tem na vida dela, porque é arquiteta, eu tenho na minha vida também. Estou com a minha casa em reforma. Eu me identifico com esse assoberbamento de coisas que há na vida dela e com muitas mulheres é assim também. O programa é exibido às sextas-feiras e, geralmente aos sábados, principalmente quando vou ao supermercado, as moças que trabalham no caixa vêm falar comigo e dizer que a vida delas é igual à da Clara em algum sentido. O que acho bacana é que apesar de ser a heroína da história, ela erra também. Se mete na vida dos outros, enlouquece pessoas que estão ao seu lado, e isso é muito vida real. Isso faz com que o programa leve as pessoas a refletir sobre sua vida, seus relacionamentos, seus filhos, seus ex-maridos.
— Com o que as mulheres mais se identificam?
— Hoje em dia todo mundo trabalha muito, tem milhares de afazeres e ainda assim quer construir uma família. Mas dá trabalho fazer isso tudo. É prazeroso, todo mundo quer, mas até que ponto as pessoas estão abrindo mão de suas conquistas pessoais e de seu trabalho para se dedicar à família? E a gente fala disso. A Clara representa essas mulheres que são independentes, trabalham fora e ainda tentam formar uma família feliz. Ela é romântica, acredita no casamento, na vida a dois, só não teve muita sorte em suas escolhas.
— No seriado, a Clara se separa do Paulo (Guilherme Fontes) porque descobre que ele a traiu. Em entrevista à TV TDB!, Alexandre Borges disse que a perdoaria numa situação como essa. E você, o que pensa disso?
— Eu teria que ver na hora, para saber o que eu faria. Acho que... (silêncio) provavelmente eu perdoaria. A gente está junto porque quer, porque se gosta. Nosso pacto, apesar de não ser por escrito, é de fidelidade. Temos uma relação muito honesta. Então acho que se tivesse algo que o angustiasse nesse sentido e ele quisesse me contar, e se eu achasse que nossa vida ainda valesse a pena juntos, eu entenderia. Mas estou falando isso hipoteticamente.
— Enquanto a Clara não deu sorte na vida amorosa, você já tem um casamento de quase 16 anos...
— As pessoas falam que nosso casamento dura muito tempo, mas 16 anos é pouco se você for pensar em uma vida inteira. Nós não ficamos pensando em construir algo para sempre. A gente pensa no dia a dia e, quando percebe, já se passaram quase 16 anos. Não é aquela coisa de estamos juntos para sempre aconteça o que acontecer. Estamos juntos enquanto estivermos dispostos a enfrentar o desafio que é ter esse relacionamento. Eu disse ter, não manter. É cuidar, progredir juntos, sonhar juntos, ter vontade de estar com aquela pessoa apesar das crises. Porque nenhum relacionamento é perfeito, não. Ser uma pessoa e se relacionar com outra será sempre um embate, e difícil. É preciso paciência e hoje acho que existe um certo egoísmo.
— Como assim?
— As pessoas reclamam que estão sozinhas mas também não estão muito a fim de jogar esse jogo que é a vida a dois. Abrir mão de algumas coisas, ceder. Dá trabalho manter um relacionamento longo porque ele vai passando por várias fases. Hoje a grande pergunta é: Como a gente faz para ser feliz junto de alguém no meio dessa loucura que é a vida?
— Você sente que as pessoas têm o seu casamento como um exemplo a ser seguido?
— A gente não quer ser modelo para ninguém, mas se for uma inspiração... Eu sei que hoje há muitas mídias que falam da intimidade dos artistas e se a gente tenta preservar nossa vida pessoal, é tachado de antipático, arredio. Então tentamos ser o mais relax possível. E recebemos o carinho das pessoas que dizem se espelhar na gente. Mas também não deixamos de viver nossas brigas e nossas crises. Não nos esforçamos para manter imagem nenhuma.
— Vocês trabalham muito juntos. Ser marido e mulher não atrapalha?
— Eu adoro trabalhar com o Alê e na hora do trabalho é como se não fôssemos marido e mulher. Ele é um companheirão e dá opiniões muito enriquecedoras sobre o que faço.
— Um dos projetos que vocês fizeram juntos foi o longa ‘Um Copo de Cólera’, de 1999, em que havia cenas fortes de sexo. Nessa hora foi mais fácil ser marido e mulher?
— Sem dúvida com ele tive mais conforto, mais intimidade. E mesmo assim foi estranho, porque tinha várias pessoas em volta nas filmagens. A gente ficou um tempão trabalhando para ver onde botava a mão, onde encaixava melhor. Foi uma coreografia mesmo e depois teve gente falando que era sexo explícito. Fiquei meio assim na época por as pessoas pensarem que íamos expor a nossa intimidade ali, para todo mundo ver. Mas é um filme lindo. São dois personagens totalmente entregues ali.
— Há previsão de que vocês voltem a trabalhar juntos?
— Temos projetos para teatro mas nossa vida tem nos levado para lados diferentes por enquanto. O que sei é que fico em cartaz no Rio com a peça ‘Maria Stuart’ até dia 22 de maio, depois viajo para Porto Alegre, faço Niterói e no segundo semestre vou para Belo Horizonte e São Paulo. Quanto ao seriado, acredito que ele tem fôlego para voltar no ano que vem, mas tudo depende de como a emissora vai avaliar os resultados do programa.
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A comemoração pelo centésimo capítulo de "Caminho das Índias" foi badalada. No evento no restaurante Galeria Gourmet, no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, nesta quinta-feira, 14, estiveram vários nomes de peso do elenco da trama global.
Tony Ramos levou a esposa Lidiane. Rodrigo Lombardi também foi acompanhado pela mulher, a maquiadora Betty Baumgarten. Caco Ciocler e Marjorie Estiano chegaram juntos. Quem também chegou junto foi o trio formado por Alexandre Borges, Vitória Frate, atriz que vive sua filha na trama, e Júlia Almeida, a filha de Aída (Totia Meirelles) e Cesar (Antonio Calloni).
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RIO - O cineasta Aluizio Abranches recebeu na quinta-feira à tarde um telefonema do produtor Fernando Libonati: "Tá na rede. Vazou." Ele se referia a um promo - filme promocional - de quatro minutos de "Do começo ao fim", previsto para estrear no segundo semestre.
- Deu um frio na barriga quando eu soube. Fiquei muito nervoso. É muito cedo - diz Abranches.
A divulgação prematura também atrapalhava a estratégia de lançamento de um filme com temática polêmica: "Do começo ao fim" trata de um romance entre dois irmãos. Escrito e dirigido por Abranches ("Um copo de cólera" e "As três Marias"), conta a história da médica Julieta (Julia Lemmertz). Ela tem dois filhos: Francisco (Lucas Cotrim, quando criança, e João Gabriel Vasconcelos, na fase adulta), com o primeiro marido, o empresário Pedro (o argentino Jean-Pierre Noher); e Thomás (Gabriel Kaufman e Rafael Cardoso), com o atual marido, o arquiteto Alexandre (Fabio Assunção). Rosa (Louise Cardoso) é a melhor amiga de Julieta. Os dois meninos têm uma diferença de idade de seis anos. Eles desenvolvem uma relação mais íntima do que o normal. A mãe percebe, mas diz: "O que posso fazer?".
- É algo que vai acontecendo naturalmente - diz Abranches.
Diretor quis falar de uma "forma feliz"
O filme dá um salto de 15 anos, até o enterro da mãe, quando os rapazes têm 20 e 26 anos. Eles se relacionam e enfrentam uma separação, quando o mais novo vai morar na Rússia, treinando para as Olimpíadas. O diretor fugiu dos clichês, de mostrar pais abusadores, filhos que vivessem sem maiores contatos com o mundo exterior e castigos moralistas.
- É uma família amorosa, libertária, os pais se dão bem. Os irmãos não vivem num lugar ermo, em que não tivessem oportunidade de conhecer outras pessoas. Quis falar do assunto de forma feliz, que não fosse um bode. Por que toda vez que se fala de incesto é de forma trágica?
Mesmo sabendo que está abordando um tema para lá de controverso, Abranches diz que o objetivo principal não foi a polêmica.
- São dois assuntos espinhosos, incesto e homossexualismo, mas acima de tudo quis contar uma história de amor. E que não tivesse um julgamento nem levantasse bandeiras.
Para tanto, optou por falar de forma carinhosa.
- São movimentos lentos. É tudo muito suave no filme. Queria um clima harmonioso - diz ele, elogiando a fotografia do suíço Ueli Steiger, que fez filmes como "Godzilla", "O dia depois de amanhã" e "O patriota".
Ele mostrou o primeiro corte do filme - ainda faltam a edição de som, a música, a mixagem e a finalização da imagem - para amigos.
- Em primeiro lugar, eles têm elogiado o talento da Julia. Em seguida, a beleza do filme. Depois, a delicadeza como o tema foi tratado. E, por fim, qual dos dois atores é mais bonito. Aí já estou rindo de orelha a orelha, porque é sinal de que todas as outras discussões já aconteceram.
Mas Abranches enfrentou reações de possíveis patrocinadores.
- Foi difícil à beça de vender. Levei vários "nãos". Diziam que o conselho da empresa não ia aceitar um tema desses, alegavam problema de verba. São assuntos tabus.
Teve quem sugerisse a troca por duas irmãs. Um dos patrocinadores, que disse ter gostado de "O segredo de Brokeback Mountain", saiu da sala, voltou e falou: "Vem cá, será que não poderiam ser dois primos, em vez de dois irmãos?". Ele explicou que não teria a mesma força. O empresário acabou patrocinando. Foi um dos dois únicos que o diretor conseguiu, num total de R$ 200 mil. Com um detalhe: exigiram anonimato. Abranches também ganhou um prêmio espanhol de pouco mais de US$ 100 mil, do fundo Ibermedia.
- O resto do dinheiro é nosso mesmo, e empréstimo em banco.
O filme é uma co-produção dele e da Pequena Central, de Marco Nanini e Fernando Libonati, e terá distribuição da Downtown, de Bruno Wainer.
Depois que as imagens foram parar no YouTube, o panorama econômico começa a mudar.
- Começou um minimovimento de procura.
Ele garante que o vazamento do DVD promo - exibido para alguns investidores - não foi intencional.
- Quando soube, fui logo ao YouTube e já tinha dois mil acessos. Liguei na hora para um amigo, que conhece um especialista em internet. Queria tirar da rede. Esse homem falou que eu podia botar no YouTube como se fosse invasão de privacidade ou tentar bloquear. Mas lembramos do caso da Daniela Cicarelli (que tentou remover um vídeo em que aparece com o namorado em uma praia da Espanha). Quando olhamos de novo, já havia duas páginas com o promo. Ele falou que eu podia ligar para essas duas pessoas e pedir para retirar. Mas, quando vimos de novo, já eram dez páginas.
O jeito foi relaxar. O risco agora é a pirataria. Está sendo aplicada marca d'água em cada cópia.
- Estou morrendo de medo.
A ideia surgiu em 2004, um ano antes do curta-metragem "Starcrossed", que vem sendo comparado a "Do começo ao fim". O filme também fala do amor proibido entre dois irmãos, mas o fim é bem diferente.
- Nunca tinha visto. Vi agora, não tem nada a ver - diz Abranches.
Os quatro atores que vivem os irmãos foram escolhidos por testes.
- Já Julia, ao ler o texto, disse: "Nossa, nunca vi um roteiro tão delicado." E Fabio falou: "Nunca fiz um filme assim. Tô doido para fazer."
A julgar pelos comentários postados na internet, a melhor opção foi não bater de frente com a rede.
- A Julia brincou dizendo: "Vão ter que inventar um Bonequinho de queixo caído" - diz Abranches, referindo-se à cotação da crítica do GLOBO. Alguém sugeriu: "Ou dois Bonequinhos de mãos dadas."
Pelo que se viu até agora, mais provável são os aplausos.
O trailer do filme ´Do Começo ao Fim´ tá bombando pela internet!!! Está super comentado no Twitter, no You Tube...enfim, se agora já tá assim, imagina quando for lançado? Todo mundo chocado! Eu não tô porque já sei da historia faz tempo, mas na época que li, também fiquei. Agora já ´acostumei´ com a idéia. O trailer tá lin-do.