Foi ao ar ontem uma entrevista muito boa com a Julia no programa Cinema em Sintonia da rádio Roquete Pinto, do RJ. Ela fala sobre a carreira e o filme ´Do Começo ao Fim´. Pra quem perdeu, clica no play:
Première Julia Lemmertz e Alexandre Borges conferem longa polêmico
Alexandre Borges, sempre simpático, elogiou o trabalho de sua mulher Julia Lemmertz, que representa – no filme Do Começo Ao Fim, de Aluízio Abranches – a mãe de dois irmãos que se envolvem numa relação incestuosa.
“É uma situação delicada, que a Julia conduziu de forma brilhante e emocionante. Sinto um orgulho enorme dela”, desmanchou-se Alexandre a O Fuxico.
O longa, que tem Fábio Assunção no elenco, conta a história de um amor incondicional entre Thomás e Francisco, filhos da mesma mãe, mas de pais diferentes. Eles se apaixonam e vivem um romance.
O filme – produzido por Marco Nanini - presente à pré-estreia - emocionou Thiago Mendonça, Isis Valverde, Thammy Di Calafiori, Guilherme Leme, Ícaro Silva, Dig Dutra e Luiza Mariani. Marieta Severo esteve rapidamente no local, mas não assistiu à exibição.
-------------------------------------------------------------OFuxico Enquanto isso, nem sei se vou poder ver o filme. Já tô sabendo que ele não vai ser exibido na minha cidade.
o.O
Alexandre Borges faz dois especiais de fim de ano, na Globo
Alexandre Borges está com sua agenda lotada de compromissos até dezembro. Isso porque o ator vai participar de dois especiais de fim de ano, na Globo: um com Chico Anysio, onde participará do quadro Painho, e o outro de Claudio Paiva, que começará a gravar no final de novembro.
“O nome ainda não está definido, mas sei que é uma comédia bem leve que conta os bastidores de uma novela e faz homenagem ao universo dos atores, diretores e produtores de tevê”, adiantou Alexandre, que também vai contracenar com Fernanda Torres e Andréia Beltrão.
Para o ator, o papel veio em um momento muito especial.
“O interessante é poder mesclar os papéis. Depois de um personagem tão dramático como foi o Raul, de Caminho das Índias, é bem legal poder abusar da comédia. Pois ela mexe com outros canais do ator e desenvolve novos recursos. Fazer personagens cômicos não é fácil, mas eu me sinto bem à vontade”, comentou o ator, que já pôde mostrar sua veia cômica vivendo o Danilo de Laços de Família e na série Comédia da Vida Privada.
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Julia Lemmertz quer aproveitar folga para curtir a família Atriz chegou ao Cinesesc acompanhada da filha Luiza para pré-estreia de "Do Começo ao Fim"
Julia Lemmertz esteve em São Paulo, com a filha Luiza, de 21 anos, na noite desta quinta-feira (12), para participar da abertura do 17º Festival Mix de Cinema, que acontece no Cinesesc.
Na ocasião, foi exibido o filme “Do Começo ao Fim”, que traz a atriz no elenco, além de Fábio Assunção, entre outros.
Além da estreia, a agenda de Julia conta com outros compromissos que preencherão sua passagem pela capital paulista. “Vim para São Paulo assistir à pré-estreia e para ver minha filha que apresentará a peça 'Cacilda', no Teatro Oficina. Vou ficar em São Paulo até sábado. O pequenininho (Miguel) ficou com o pai”, disse ela sobre o caçula, de 9 anos, que que ficou com o marido, Alexandre Borges.
Após as gravações do seriado “Tudo Novo de Novo” a atriz ainda não sabe ao certo quando voltará para a televisão. “Por enquanto, deve aparecer algum trabalho porque sou contratada pela Globo”.
Atualmente, Julia tem se interessado em curtir a família. “Por enquanto, eu vou ficar me dedicando ao meu marido e aos meus filhos e ficar em casa que eu adoro, curtindo minhas coisas”. Durante a entrevista, a atriz foi educada ao pediu uma pausa para atender uma ligação do marido. “Por favor, você me daria licença porque eu preciso falar com meu marido, eu amo ele”, disse ela, carinhosa ao falar de Alexandre.
O longa-metragem estrelado por Júlia conta a história de romance entre dois irmãos de pais diferentes: “Trata-se de uma história de amor às avessas. Acredito que cada um sabe o que faz e cabe somente a pessoa a julgar seus
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Beleza masculina: curiosidades sobre Alexandre Borges
O Chic encontrou Alexandre Borges no lançamento de uma nova linha de desodorantes masculinos e descobriu algumas curiosidades sobre os cuidados de beleza do ator. Confira:
. “Me cuido, mas não faria botox ou qualquer procedimento desse tipo. Até porque eu sou ator e, na nossa profissão, as rugas são o nosso testamento, carregam os personagens que vivemos”.
. Alexandre faz limpeza de pele uma vez por mês. “Como uso maquiagem quando estou em cena, preciso cuidar do rosto”.
. Para manter a forma, ele caminha e pratica karatê. “Sou faixa roxa”.
. O ator muda de perfume de acordo com o personagem. “É engraçado, geralmente é a Júlia (Lemmertz, sua mulher) quem compra, aí eu começo a usar e quando acaba o personagem eu troco o perfume”, conta. Em Caminho das Índias, a última novela de que participou, ele estava usando uma colônia Acqua di Parma, presente da esposa.
. E, para ele, não há problemas em usar um produto destinado à mulher: “um dia não consegui achar minha lâmina de barbear e vi na gaveta uma embalagem com aquela feminina, para mulher raspar a perna. Peguei e fiz a barba com essa mesmo”.
O programa ainda nem foi ao ar no Canal Brasil mas me mostraram hoje que o video já ta disponível na Globo.com! Não entendi essa não... Mas que ótimo né. Matei a curiosidade antes e deixo aqui o video pra vocês:
Aconteceu no dia 6 de novembro a estréia da peça ´Zoológico de Vidro´ no Teatro dos Quatro, na Gávea, zona sul do Rio. A peça traz Cássia Kiss como Amanda, uma mãe possessiva e obcecada pelo futuro dos filhos Tom (Kiko Mascarenhas) e Laura (Karen Coelho). Mas, enquanto o rapaz luta por sua liberdade, a moça, muito tímida, vive na redoma criada pela mãe e se diverte com sua coleção de animais de vidro. Aqui vai umas fotos:
Já faz algumas semanas que postei aqui no blog que a Julia faria uma participação no programa. Bem, finalmente vai ao ar nesta quinta (12/11), às 20:15 no Canal Brasil. Aqui vai a sinopse e horarios das reprises:
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Julia Lemmertz (2009) - BR
Nos bastidores da peça "Maria Stuart", a protagonista Julia Lemmertz analisa o processo de interiorização para atuar, que diz ser anterior à chegada ao teatro. A atriz comenta ainda sua mania de fotografar camarins, além de falar sobre religiosidade e a relação com os colegas de cena.
Foi disponibilizado o filme pra download, pelo proprio diretor. Como ele não está nas locadoras e não foi lançado em dvd, vou colocar aqui as informações pra quem quiser baixar. O filme é dirigido por Guilherme de Almeida Prado e conta com nomes como Carolina Diekmann, Carmo Dalla Vecchia, Eriberto Leão, Oscar Magrine, Maitê Proença e a Julia faz uma pequena participação.
Esse é o link pra baixar no emule, no formato .avi:
Já está no ar o site oficial do filme, não aquele da Pequena Central, o OFICIAL meeesmo. É completíssimo, com todas as informações que um espectador curioso pode querer. Não deixem de conferir:
Júlia Lemmertz será mãe de Renato Russo no cinema, diz jornal Cantor do Legião Urbana será vivido por Thiago Mendonça
A atriz Júlia Lemmertz vai interpretar a mãe de Renato Russo no filme "Somos Tão Jovens". Segundo o "Jornal da Tarde", o cantor do Legião Urbana será vivido por Thiago Mendonça, o Bernardinho da novela "Duas Caras".
O filme deve começar a ser rodado em 27 de março de 2010, em Brasília. De acordo com o jornal, a intenção do diretor Antonio Carlos de Fontoura é estrear ano que vem, quando Renato Russo completaria 50 anos.
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Pessoal, ontem eu até lembrei de programar pra gravar o Provocações, mas infelizmente deu erro no aparelho e não gravou. Sempre há o risco disso acontecer com gravadores de dvd, ainda mais quando é gravação programada, por isso nem faço muita promessa do que vou poder disponibilizar no Blog. Então essa eu vou ficar devendo. Saudades do bom e velho VHS que nao falha nunca!!
Agora sim, já estamos na contagem regressiva pra estréia do filme do Aluizio Abranches!! E apresento a todos o cartaz vencedor no concurso pra escolher o cartaz do filme, que o público escolheu semana passada e foi divulgado hoje:
Além disso, vou colocar vocês a par de mais umas coisinhas... A estréia anunciada para o dia 27 de novembro, vai ser apenas para as capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. O resto do Brasil vai ser logo em seguida, mas podemos acelerar isso se ajudarmos a promover o filme!!! E eu faço parte desse resto: quero que o filme entre nos cinemas daqui da minha cidade logo!! Por isso farei minha parte colocando aqui todas as informações, e o mais atualizadas possíveis. No menu rolante à esquerda tem as informações mais básicas do filme, e o restante vou colocando a medida que forem saindo. Também quero convidar a todos pra entrar nas comunidades oficiais do filme, onde o pessoal compartilha opiniões, expectativas e novidades!! Tem no Twitter, no Facebook e no Orkut, enfim, pra todos os gostos!
Só clicar:
E mais uma ultima novidade, hoje colocaram um vídeo com alguns erros de gravação do filme. Bem legal! (E a expectativa aumenta) ;-)
Hoje eu tinha que dar um pulinho aqui pra comentar o programa de ontem. Foi excelente! Quem perdeu, realmente perdeu. Foi uma entrevista bem mais profunda do que estamos acostumados a ver por aí. Perguntas difíceis de responder assim, na lata! Mas o que mais gostei foi da mensagem da Julia no final. Parece aquele tipo de coisa que a gente ouve e mesmo não sendo diretamente pra você, encaixa perfeitamente na sua vida. Um incentivo, de uma pessoa que levo muito em conta. Deu um nó na garganta. Mas tenho certeeeeza que não fui só eu.
No site da Cultura tem o vídeo do primeiro bloco. Só que não sei se tem o resto e não sei se esse primeiro bloco vai ficar disponível por muito tempo. Não tive tempo de fuçar direito no site, mas se alguém souber, avisa aqui pro pessoal. De qualquer forma, semana que vem eu vou tentar gravar a reprise (às 2:30 da madrugada de quinta pra sexta) e coloco aqui no blog. Mas não prometo! Vamos ver o que acontece até lá.
Julia Lemmertz faz o possível para conciliar a vida de dona de casa com a carreira de sucesso. No momento, ela protagoniza a peça Maria Stuart . E enquanto não está em cena, aproveita para ler, organizar seus armários e treinar caratê com a família.
Diz o ditado: "Filho de peixe peixinho é". E Julia, com certeza, se encaixa nesse contexto, pois é filha dos atores Linneu Dias e Lilian Lemmertz. Mas, de acordo com ela, o laço sanguíneo não basta para alguém seguir carreira nas Artes Cênicas. A vocação é outro fator fundamental na hora da prova dos nove. Com diversos filmes, peças e novelas na bagagem, essa gaúcha de 46 anos se dedica ao espetáculo Maria Stuart, que fica em cartaz no teatro do Sesc Consolação, na Capital, até dia 25. Tradução de Manuel Bandeira para o clássico do dramaturgo alemão Friedrich Schiller, a peça se baseia em dados históricos para narrar a rivalidade entre duas rainhas e primas: Maria Stuart, que ocupou o trono da Escócia e é interpretada por Julia, e Elizabeth I, que reinou na Inglaterra e é personagem de Lígia Cortez. Em paralelo, Julia aguarda o lançamento de Do Começo ao Fim, filme de Aluízio Abranches que promete polêmica, por mostrar dois irmãos que se apaixonam e vivem um romance homossexual. No bate-papo a seguir, ela fala do casamento de 16 anos com o ator santista Alexandre Borges, dos filhos, Miguel e Luiza, do gosto pelas tarefas domésticas, do futuro na TV e do cuidado que tem com o visual. "Cabelo curto é um sonho. Não preciso fazer nada a não ser lavar a cabeça com o que houver no banheiro. Mas sei que, em breve, terei de deixar o cabelo crescer. Não dá para ficar com esse corte para o resto da vida. Os personagens não podem ter a mesma cara".
PEÇA
Na sua opinião, o que transforma um texto em clássico do teatro?
O fato de ser atemporal. O dramaturgo Friedrich Schiller escreveu a peça em 1800, falando de um assunto que se passou no fim de 1500. Ele ainda pegou a desculpa de um acontecimento histórico para abordar aspectos que permeiam o homem neste século, no próximo e provavelmente em muitos outros que virão. São questões sobre poder, religião, amor, solidão e liberdade. Por isso o texto é um clássico, pois faz tanto sentido montá-lo hoje quanto há 200 anos. O conteúdo está sempre atual.
O desafio de fazer um clássico é maior do que produzir um roteiro novo, desconhecido do público?
Acho que a grande dificuldade de um texto como Maria Stuart é a própria palavra. É transmitir toda a sua beleza e profundidade de forma bem próxima do espectador. Não adianta fazer um espetáculo assim falado na terceira pessoa, com a tradução poética do Manuel Bandeira e o público não entender, não se emocionar com a história. Agora, você também pode produzir um texto contemporâneo que ninguém nunca encenou e encontrar outros níveis de dificuldade. Confesso que nunca fiz uma peça tão trabalhosa como Maria Stuart. Só que é um espetáculo muito bacana, um desafio que exige treino. É igual a quando vamos correr uma maratona: devemos nos preparar, fazer exercícios, cuidar da alimentação etc.
Como se preparou para a peça?
Basicamente nos ensaios. No primeiro momento, houve bastante leitura, pesquisa de época. Depois, levantamento sobre quem foi Schiller e os tratados filosóficos feitos a partir do espetáculo. Em seguida, destrinchamos o texto, treinamos a fala daquele jeito, com aquelas palavras que requerem um fôlego diferente. A gente fez trabalho com uma fonoaudióloga e preparadora vocal. Aprendi barbaramente com ela. Foi uma escola, um upgrade na minha técnica vocal. Também tratei do físico, porque é uma peça longa, com três horas de duração.
CORPO
Pratica atividade física além do trabalho?
Costumo cuidar do corpo, porém intensifico o ritmo das aulas na época de um projeto profissional. Essa minha ligação com a atividade física vem de infância. Comecei fazendo balé clássico, depois balé moderno e fui conhecer outras modalidades: alongamento, ioga... Hoje, pratico caratê, que é um esporte de que gosto, me faz bem, dá tônus, força, concentração. Desde que iniciei na carreira, acho que o ator precisa de um corpo vivo, disponível para aguentar o tranco de ter personagens dentro de si, com emoções e comportamentos diferentes. Para mim, o físico anda junto com a voz, a interpretação, tudo. É claro que o hábito de me exercitar também está relacionado com saúde, bem-estar.
Está em que faixa no caratê?
Por enquanto, na laranja. A primeira é a branca, na sequência vem a amarela, a vermelha e a laranja. Pratico caratê há dois anos. Talvez, no fim do ano, faça um exame para a faixa verde. Depois, tem a roxa, a marrom e a preta. Você só melhora de nível se treina com regularidade. Quando estou mais disponível, vou três, quatro vezes por semana. Concilio com aula de alongamento, caminhada na areia e musculação. Mas entrei nesse barato do caratê com maior intensidade de um ano para cá. O Alexandre (Borges, marido) e o Miguel (o filho caçula) também frequentam as aulas. A gente meio que encontrou, ali, um programa de família. Isso é legal.
Foi você que puxou todo mundo?
Na verdade, o Alê já tinha feito há muitos anos e descobriu que, perto da nossa casa, existia esta academia de shotokan que é uma linha do caratê que conhecia. Aí, ele matriculou o Miguel e, em seguida, passou a treinar também. Com o tempo, acabei indo para lá, pois queria experimentar outras atividades físicas.
ROTINA
É verdade que gosta de História e Filosofia?
Eu tenho interesse por essas áreas. Elas fazem parte da minha leitura no dia a dia. Filosofia é um manancial, cheio de vertentes. Acho legal ir puxando seus fios, observar como uma coisa leva à outra. Os filósofos e as épocas estão todos interligados. No entanto, alterno a leitura de Filosofia com a de outros gêneros. E penso em, um dia, fazer faculdade de Filosofia, para realmente me aprofundar no pensamento humano. O que falta é tempo. Precisava de um dia com umas 10 horas a mais, para poder dar conta de filho, casa, trabalho, marido, estudo, leitura de livros e jornais...
Lê sobre quais outros assuntos?
Todos que caem na mão. Leio de biografia a poesia. Tenho uma biblioteca imensa e adoro comprar livros. Fico com eles ao meu redor: tenho uns na cabeceira, outros na estante e vou alternando.
Você assume, de fato, o papel de dona de casa?
Totalmente. Tenho uma pessoa que me ajuda, mas acho que a dona de casa é quem dá os toques de organização, as orientações do que cozinhar, onde guardar ou comprar algo. Não consigo entregar a responsabilidade para outra pessoa. Gosto de colocar a mão na massa. Cozinho, lavo roupa e louça quando é preciso. Faço tudo.
Curte essas tarefas de verdade?
Adoro. Se perguntar o que gosto de fazer no tempo livre, vou responder que é ficar em casa arrumando armários, organizando coisas, lendo (risos). Talvez seja por não ter tantas horas disponíveis para ficar no lar.
DISPUTA
O tema da peça é a rivalidade entre Elizabeth I e Maria Stuart. Como projeta isso nos dias de hoje?
Acredito que a rivalidade, o ato de se comparar com o outro é inerente ao ser humano. O legal do espetáculo também é falar de duas mulheres que viveram numa época em que o poder se concentrava nas mãos dos homens. No entanto, foram duas rainhas influentes, que causaram a maior quizumba. A Elizabeth governou a Inglaterra por 40 anos e colocou o país no mapa. Já a Maria Stuart era herdeira de uma nação vizinha, a Escócia, mas também tinha direito ao trono da Inglaterra, por ser sobrinha-neta do pai da Elizabeth, o Henrique VIII. Além de tudo, elas tinham religiões diferentes: a Elizabeth era protestante e a Maria, católica, o que, naquele período, correspondia a pertencer a partidos políticos rivais. E embora fossem primas, nunca se viram.
Nunca?
Elas se correspondiam por cartas. Quando tiveram a chance de se encontrar, a Elizabeth prendeu a Maria num castelo e jamais foi vê-la. Uma tinha medo sem falar de fascínio pela outra. À medida que o tempo ia passando e elas não se encontravam, o mito crescia, porque as duas se baseavam no leva-e-traz de informações de quem trabalhava nas cortes. Para evitar que a Maria Stuart tomasse o trono da Inglaterra, a Elizabeth a aprisionou e, por conta de mal entendidos e conspirações, assinou a sentença de morte da prima. Foi uma loucura, algo sem precedentes na História.
Ainda trazendo a temática do espetáculo para a atualidade: realmente existe rivalidade entre atrizes?
Rola sim. Só que, pessoalmente, não entro nessa por achar uma furada. Há espaço para todo mundo e adoro contracenar com atrizes bárbaras, pois, ao trabalhar com alguém bacana, acontece a troca de experiências e você também melhora como profissional. Na minha opinião, a competição é uma vaidade vã, que não leva a lugar algum. Mas ela existe. Sinceramente, eu não a alimento, nem deixo que ajam assim comigo. A disputa por poder é outro ponto da peça que rende até hoje. É um assunto recorrente. Você abre o jornal e vê o nosso País não precisa ir tão longe para entender o que as pessoas fazem quando estão no comando e o quanto o poder é desejado, temido e, de certa forma, solitário. Trata-se de um troço esquisito, corrompível.
FAMA
Consegue adaptar o contexto do poder ao universo das celebridades?
Você pode enxergar o poder por diferentes níveis: do dinheiro, de ser uma pessoa famosa que aparece mais do que as demais etc. É horrível chegar a um lugar e, por ser conhecido, ter privilégios. Porém, é algo que a mídia dá. Ninguém pede por isso. A gente precisa se lembrar, sempre, de que é um ser humano normal, com direitos e deveres como qualquer outro.
Mas concorda que é difícil não se deslumbrar?
Sim. Para a pessoa se achar o máximo e que está acima de tudo, bastam dois minutos, porque a fama inebria. No entanto, não passa de algo ilusório, efêmero. Em função do trabalho, o público te vê com outros olhos. Sua vida é devassada de tal maneira que fica meio de domínio público. Todo mundo se sente no direito de dar opinião.
Você pouco se expõe na mídia. Só que, mesmo assim, não escapa dos paparazzi.
Eu e o Alexandre moramos a uma quadra da praia no Rio de Janeiro. Se a gente quer dar um mergulho como qualquer mortal, vai parar no site não sei das quantas e parece que não faz mais nada na vida. Foi o tempo em que deixava de ir à praia por causa disso. Chato, é. De repente, vou a uma festa e publicam: "Julia Lemmertz e Alexandre Borges se acabam na pista de dança". Como assim? Dançamos apenas três músicas e fomos embora. E ficam cinco caras tirando fotos. Sinto saudades da época em que a máquina fotográfica usava filme, o que custava dinheiro. Com a foto digital, o pessoal fica a noite inteira clicando. Termina com a nossa espontaneidade, com o nosso prazer. A linha entre o aceitável e o inaceitável é complicada. Eu e o Alexandre não damos bola para este esquema, apesar de ser irritante.
E se um dos dois sai sozinho, surgem especulações de como anda o casamento, não é?
Parece que você está amarrado à outra pessoa. Imagina que fui ao Festival do Rio sem o Alexandre pois ele estava na casa da mãe em Rio Claro (São Paulo) e os jornalistas começaram a perguntar o que havia acontecido. Quando vi, estava me explicando. O que eles têm a ver com isso? Mas, várias vezes, devido ao nosso silêncio, a imprensa passa a achar que algo está ocorrendo e solta matéria, para ver se aquilo cola. Alimentar 15 revistas de celebridade não é o meu trabalho. Essa é uma tarefa para a pessoa célebre, não para o ator.
UNIÃO
Você e o Alexandre fizeram diversos trabalhos juntos. Sente falta dessa parceria?
Faz tempo que não contracenamos. Adoro trabalhar com o Alê. Só que fazemos os convites que pintam e não paramos para pensar há quanto tempo não dividimos cena. Talvez, em 2010, estejamos juntos no teatro.
Em entrevista para a AT, o Alexandre falou que o amor nasceu de uma amizade e que tem muita admiração por você que deu bastante força para ele no início da carreira...
Quando o Alê começou a trabalhar no Rio, ele vinha do teatro de São Paulo e eu já fazia televisão. Foi nessa época em que nos conhecemos que ele passou a realizar projetos fora do teatro. Fizemos cinema juntos e, em seguida, TV. No entanto, o Alexandre estava fadado a uma carreira brilhante. Tive a sorte de vê-lo florescer. Tudo foi, completamente, mérito dele.
FAMÍLIA
Seus pais eram atores. Isso foi fundamental para que optasse pelas Artes Cênicas?
Cara, sabe que estou começando a achar que não tem muito como fugir disso? Claro que há filhos de atores que não seguem a carreira, mas o fato de serem criados no meio aproxima bastante. E é um universo bem bacana, de gente interessante. Por exemplo, a Luiza, minha filha (que é fruto do primeiro casamento), passou um monte de tempo dizendo que ia pegar outros caminhos. Aí, entrou na faculdade de Desenho Industrial, fez Fotografia, se matriculou em Filosofia e, agora, está cursando Artes Cênicas. Inclusive, já faz teatro. Se você tiver vocação e interesse, essa área é bem rica. Além disso, como acontece em qualquer outra profissão, contar com pais no meio abre uma porta, ajuda a despertar o gosto por aquele serviço.
Como foi ver sua filha em cena?
Maravilhoso, pois a Luiza fez um caminho tão dela. Foi uma escolha dela. Me surpreendi, afinal
não suspeitava que estivesse tão adiantada nessa coisa de atriz. Fiquei orgulhosa, feliz, animada. Comentei: "Imagina, um dia, dividir o palco com a minha filha?" Sempre quis fazer isso com a minha mãe e nunca consegui. Fiquei contente de ver que as Artes Cênicas são uma carreira para a Luiza. O danado da profissão é você querer e não estar destinado para aquilo. Não basta talento. São necessárias vocação e outras características que te levam a sobreviver no mercado: paciência, dedicação, estudo, saber que, em algumas horas, vai se sentir perdido, achar que está tudo errado por não ter trabalho. A carreira é instável.
FUTURO
É verdade que recusou convite para integrar o elenco da novela Viver a Vida , do Manoel Carlos?
Não neguei. Meio que fui transferida. Estava reservada para a novela do Maneco e ele me liberou para fazer o seriado Tudo Novo de Novo. Não dava para tocar os dois projetos simultaneamente.
O seriado deve voltar à grade da Globo?
Talvez retorne em 2010, para uma segunda temporada. Só que ainda está em aberto. No momento, não tenho nada em vista na TV. Confesso que estou bem na moita porque quero tocar a peça com calma e, depois, tentar tirar umas pequenas férias para cuidar da casa. A gente está se mudando... Aí, sim, voltar e encarar a televisão de outra forma.
Você tem um filme para lançar...
Sim. O Do Começo ao Fim, que foi dirigido pelo Aluízio Abranches. Rodamos o longa-metragem nos últimos meses de 2008 e, agora, ele passa pelo processo de acabamento, para ser lançado até o fim deste ano. Mostra uma história particular sobre dois rapazes que são irmãos e se apaixonam.
O enredo promete gerar polêmica da mesma maneira como o trailer que vazou na internet, não acha?
Com certeza. A história é contada de uma forma delicada, especial, só que já existe uma certa polêmica dentro do próprio filme. Vamos ver no que dá.
LAÇOS
Inclusive, o primeiro trabalho de sua carreira foi no cinema, ainda durante a infância.
Exatamente. Foi aquilo de filho de ator: faltou uma criança no set de um longa da minha mãe e aproveitaram que eu estava lá. Na primeira vez que apareci no cinema, devia ter uns 4 anos. O filme se chamava As Amorosas. Era do Walter Hugo Khouri. Mais tarde, fiz o longa Cordélia, Cordélia, no qual interpretava a personagem da minha mãe quando era pequena. Nós também gravamos um comercial de biscoito que nunca foi ao ar.
Por ser casada com um santista, tem memórias da Cidade?
Santos é um lugar lindo, que gosto de visitar. Aprendi com o Alê a conhecer melhor essa cidade portuária. Também já participei algumas vezes do Curta Santos, festival organizado pelo Toninho Dantas. Até recebi uma homenagem bonita. O Toninho criou um troféu que se chama Lilian Lemmertz e que sempre dá para uma pessoa de cinema. Um dia, ele me entregou esse prêmio. Ainda há o meu sogro, o Tanah Correa, que é diretor de teatro e mora no Município. Com ele, fiz um ano da encenação de São Vicente.